Nomofobia interfere no bem-estar e no aprendizado

A nomofobia é o medo excessivo de ficar sem o celular. Entre crianças e adolescentes, esse comportamento se manifesta com cada vez mais frequência, afetando desde a saúde mental até a convivência em sala de aula. Quando o uso do aparelho se torna compulsivo, surgem sinais de dependência, como irritação ao se afastar do dispositivo, necessidade de checá-lo constantemente e dificuldade de concentração sem ele.

A origem da palavra vem da expressão em inglês “no mobile phone phobia” e tem relação direta com o estilo de vida atual, em que o celular virou ferramenta constante de comunicação, entretenimento, estudo e lazer. O problema começa quando essa presença passa a dominar todas as esferas da rotina, inclusive momentos de descanso e convívio familiar.

Estudos indicam que o uso excessivo do celular pode causar insônia, fadiga durante o dia, dores no pescoço, cansaço nos olhos e até sintomas de abstinência quando o aparelho está fora do alcance. Além dos efeitos físicos, há impactos emocionais importantes, como aumento da ansiedade, sensação de urgência para responder mensagens, insegurança nas interações presenciais e queda na autoestima, principalmente em função das redes sociais.

“Tratar a nomofobia como um problema real é essencial para promover o equilíbrio entre o mundo digital e a vida concreta”, afirma o Pe. Francisco Alfenas, diretor do Colégio Divina Providência, do Rio de Janeiro (RJ). “Os pais precisam refletir sobre seus próprios hábitos e acompanhar o comportamento dos filhos, sem recorrer a proibições extremas, mas com diálogo e firmeza”, orienta.

Na escola, a nomofobia interfere na aprendizagem e na socialização. Há estudantes que escondem o aparelho para usá-lo durante a aula, têm dificuldade de atenção ou demonstram irritação ao serem privados do celular. Esses comportamentos, se recorrentes, prejudicam o rendimento escolar e dificultam a participação em atividades coletivas.

Para prevenir ou lidar com a nomofobia, os pais podem estabelecer horários sem tela, promover atividades ao ar livre e incentivar hobbies que não envolvam tecnologia. É importante conversar com as crianças sobre os riscos da dependência digital e criar juntos regras para o uso responsável do celular. No ambiente escolar, professores podem incluir esse tema nas discussões e propor dinâmicas que estimulem a interação presencial e a cooperação entre os alunos.

Nos casos mais severos, em que a dependência já afeta o comportamento de forma intensa, o acompanhamento com psicólogos ou terapeutas pode ajudar a criança a desenvolver novas formas de lidar com a ansiedade e recuperar o equilíbrio no uso da tecnologia.

Para saber mais sobre a nomofobia, acesse: camara.leg.br/radio/programas/977152-nomofobia-o-vicio-ao-celular-o-que-saber-e-como-evitar e exame.com/ciencia/nomofobia-entenda-o-que-e-o-transtorno-e-as-formas-de-minimiza-lo

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