
O aprendizado ganha outro sentido quando os alunos assumem o papel de autores de suas próprias ideias. Foi com esse objetivo que o Colégio Divina Providência, do Rio de Janeiro, realizou a 2ª Edição do Projeto Linguagens e Narrativas, um trabalho desenvolvido com os estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio, professores das áreas de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Artes.
O projeto teve como ponto alto o Festival de Curtas do Divina, que apresentou os produtos de projetos desenvolvidos ao longo do bimestre. As etapas desses trabalhos envolveram o engajamento dos alunos em atividades como escrita de roteiros, produção audiovisual, trabalho em grupo e expressão pessoal.
A proposta estimula o protagonismo juvenil e amplia competências linguísticas, criativas e interpretativas.
Da leitura à criação novas formas de aprender
O Projeto Linguagens e Narrativas nasceu da ideia de transformar o estudo da literatura em experiência prática e significativa. A coordenadora dos Anos Finais e Ensino Médio, Carla Cusatis, explica que o evento “tem se consolidado como uma oportunidade valiosa para que os alunos partam das leituras realizadas bimestralmente e avancem para práticas compartilhadas de linguagem e expressão criativa.”
Durante o processo, os alunos participaram de todas as etapas da produção: discussão das obras, elaboração de roteiros, criação de personagens, gravações e edições. Cada grupo escolheu o melhor formato para representar suas ideias — comédia, drama, suspense ou documentário — sempre buscando manter o diálogo com o texto de origem.
A atividade também propôs a integração entre áreas do conhecimento. As aulas de Língua Portuguesa se conectaram com as de Inglês e Artes, reforçando o conceito de interdisciplinaridade e a ideia de que a comunicação ultrapassa fronteiras.
Protagonismo e engajamento que inspiram
Entre câmeras, roteiros e edições, os alunos vivenciaram o verdadeiro sentido do protagonismo estudantil. Cada etapa exigiu tomada de decisões, colaboração e senso de responsabilidade. O professor Bruno Austríaco, de Língua Portuguesa, destaca que “a comunicação em nossa época exige o desenvolvimento de habilidades cada vez mais variadas — como escrita, adequação, domínio técnico, linguagem de redes e reflexão crítica. A produção dos curtas é um desafio, mas os resultados se projetam não apenas nas telas, mas também no futuro dos nossos alunos.”
A fala do professor sintetiza o espírito do projeto: preparar os estudantes para um mundo em constante transformação, em que a capacidade de se comunicar com clareza, sensibilidade e pensamento crítico é essencial. Ao criar seus curtas, os jovens exercitaram argumentação e empatia fundamentais tanto para o desempenho acadêmico quanto para a vida.
Além de desenvolver habilidades linguísticas, o projeto fortaleceu o trabalho em equipe. Ao dividir funções e responsabilidades, os alunos aprenderam sobre cooperação, escuta ativa e respeito às diferentes opiniões. Essa vivência colaborativa permitiu que cada um se sentisse valorizado e reconhecido em suas contribuições.
Para o professor Caio Freitas, de Língua Inglesa, “atividades exploratórias fazem com que nossos alunos pensem fora da caixa, saiam da zona de conforto e coloquem em prática toda teoria aplicada. No caso da Língua Inglesa, puderam vivenciar novos vocabulários, culturas, traduções e adaptações acerca dos temas abordados.”
A integração da língua inglesa ampliou ainda mais o repertório cultural dos estudantes, que se desafiaram a traduzir ideias e conceitos, comparando expressões e explorando o universo de outras culturas.
Linguagem como ferramenta para o futuro
A capacidade de ler o mundo, interpretar diferentes contextos e comunicar ideias com clareza é essencial para quem enfrenta desafios como vestibulares, o Enem e o mercado de trabalho.
Projetos como esse ampliam o sentido da educação, tornando o aprendizado uma jornada de descobertas. Através da linguagem, os jovens encontram sua voz e constroem caminhos para o futuro.