Agitação constante, dificuldade de concentração, impulsividade e esquecimento frequente são comportamentos que podem passar despercebidos ou ser confundidos com desatenção típica da infância. No entanto, quando esses sinais se repetem por meses e prejudicam a vida escolar e familiar da criança, é importante investigar a possibilidade de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade, o TDAH.
De origem neurobiológica e com base genética, o TDAH afeta entre 3% e 5% das crianças em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. O diagnóstico exige cuidado, pois os sintomas podem variar de intensidade e se apresentam em diferentes contextos. Em geral, o transtorno se manifesta em três frentes: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Crianças com TDAH costumam ter dificuldade em seguir instruções, esquecer tarefas frequentes, interromper conversas, levantar-se o tempo todo e agir sem pensar.
Para confirmar o diagnóstico, é necessário procurar um profissional especializado, como um neurologista ou psiquiatra. O processo envolve análise de histórico clínico, relatos de pais e professores e acompanhamento ao longo do tempo. A avaliação só é considerada completa quando os sinais aparecem de forma recorrente por pelo menos seis meses, em mais de um ambiente (como em casa e na escola), e antes dos sete anos de idade.
O tratamento costuma ser multidisciplinar, combinando medicamentos específicos — como o metilfenidato — com terapias comportamentais, apoio psicopedagógico e orientação familiar. “O acompanhamento profissional e o suporte da escola e da família fazem toda a diferença no dia a dia de quem convive com o transtorno”, comenta Amélia Figueiredo, orientadora educacional do Colégio Divina Providência, do Rio de Janeiro (RJ).
No ambiente doméstico, algumas estratégias ajudam a tornar a rotina mais tranquila: criar horários definidos, reforçar hábitos positivos, dividir grandes tarefas em partes menores e manter a comunicação clara e constante. Em vez de focar apenas nos comportamentos desafiadores, valorizar os avanços é essencial para fortalecer a autoestima e o senso de competência da criança.
O TDAH também pode continuar na fase adulta, com sintomas como desorganização, dificuldade para manter o foco em atividades prolongadas, impulsividade e ansiedade. Técnicas como o uso de agendas, o estabelecimento de rotinas e a prática de atividades físicas e mindfulness podem auxiliar no manejo dos sintomas.
Com informação adequada, diagnóstico precoce e suporte contínuo, é possível minimizar os impactos do transtorno e ajudar a criança ou adolescente a desenvolver suas potencialidades. Reconhecer os sinais e buscar ajuda são atitudes fundamentais para garantir um caminho mais equilibrado e positivo para todos os envolvidos.
Para saber mais sobre o TDAH, visite https://tdah.org.br/sobre-tdah/o-que-e-tdah e https://pequenoprincipe.org.br/noticia/tdah-o-que-e-e-sintomas-criancas-e-adolescentes